sábado, 21 de agosto de 2010

A Associação Brasileira de Psiquiatria inicia ciclo de palestras gratuitas sobre saúde mental na infância para professores da rede pública

Programação do ciclo de palestras em saúde mental da Associação Brasileira de psiquiatria destinada a professores da rede pública de ensino do Ceará
Nos próximos meses de agosto, setembro e outubro de 2010 a ABP Comunidade vai disponibilizar  palestras gratuiatas sobre saúde mental na infância e na adolescência destinadas aos professores da rede pública de ensino de escolas municipais e estaduais do Ceará. O local escolhido para este ano foi o Auditório SESI Barra, na Avenida Francisco Sá, 6623, Barra do Ceará – Fortaleza. No dia 23 de outubro, os pais de alunos também serão recebidos.

 A ABP Comunidade é um braço da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) que, desde a sua crição em 2004, vem realizando o seu papel de informar pacientes e familiares da comunidade brasileira sobre os principais transtornos, síndromes e doenças relacionadas à saúde mental. Ela se propõe a discutir os temas mais importantes da psiquiatria e da saúde mental como fator social e cultural, esclarecer dúvidas e publicar notícias que possam ajudar as pessoas, enfrentando as discriminações por meio do Projeto Discriminação e o estigma dos Doentes Mentais objetivando uma melhor qualidade de vida para todos.

Programação das palestras

28 de agosto – das 8h às 13h
Saúde Mental e Estigma
Dr. Marco Antonio Brasil

11 de setembro – das 8h às 13h
Saúde Mental na Infância
Dra. Tatiana Moya

25 de setembro – das 8h às 13h
Principais Transtornos na Infância
Dra. Heloisa Brasil

23 de outubro – das 8h às 13h
Dependência Química
Dr. João Carlos Dias

(Palestra para familiares - Essa sessão será para pessoas que receberão convites dos próprios professores que participaram do curso. Cada professor poderá retirar convites ao longo do curso e distribuir pra outros professores, pais de alunos ou familiares)

23 de outubro – das 15h às 18h
Saúde mental (com ênfase em depressão, ansiedade e dependência química)
Dr. Luiz Alberto Hetem

Fontes: Site da ABP Comunidade

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Anorexia nervosa também ocorre em meninos

A anorexia nervosa, um transtorno alimentar grave, cujas principais características são a recusa do indivíduo portador em manter o peso acima de um mínimo adequado, a percepção distorcida do corpo e a presença de alterações alimentares significativas, também acomete meninos.
Muitas vezes, por se pensar equivocadamente que se trata de uma doença exclusiva do sexo feminino, o diagnóstico em meninos é tardio.

Epidemiologia
Um estudo epidemiológico inglês mostrou que a incidência (número de casos novos) de anorexia nervosa em meninos foi de 0,2 em 100.000 e a proporção meninos/meninas foi de 1:40. Trata-se, portanto, de uma doença rara nos adolescentes do sexo masculino. Esta é uma das principais razões de existir poucos dados sobre o tratamento e a evolução da anorexia nervosa nesta população. Em serviços de referência de tratamento de transtornos alimentares, os meninos são cerca de 8 a 10% do total de adolescentes com anorexia nervosa. Eles parecem ter uma

"Shrek Para Sempre" - emoção e diversão com a crise do homem de família moderno


Importante: caso você não tenha assistido este filme ainda, não leia este post pois ele vai abordar a narrativa e pode estragar a surpresa da história!

"Shrek Para Sempre", o quarto e último filme da seqüência Shrek, é um programa de primeira qualidade, tanto para adultos em geral, quanto para crianças. Estreou no dia 9 de julho no Brasil para ser um dos bons programas das férias da garotada. O filme é uma animação da DreamWorks e tem a opção de ser visto em 3D, um recurso que realmente torna a experiência ainda mais divertida.

"Shrek Para Sempre", assim como os outros filmes da série, apesar de ser um conto de fadas, aborda de forma divertida questões muito presentes na vida real. No 4o. filme da série, o foco central é o quão estressante e descaracterizante para o homem pode ser a vida em família caso ele não encontre um tempo para si. E o quanto isso pode ter um preço alto.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estudo inédito mostra taxa aumentada de suicídios em jovens asmáticos

Um estudo recém-publicado no American Journal of Psychiatry, periódico científico de renome, mostrou que jovens asmáticos cometem mais suicídio quando comparados aos seus pares sem o quadro.

Trata-se de um estudo populacional longitudinal em Taiwan, onde foram recrutados de outubro de 1995 a junho de 1996, 162.766 adolescentes de 11 a 16 anos de idade. Cada adolescente participante, assim como os seus pais, preencheram questionários estruturados. No início do estudo, os adolescentes foram classificados em três grupos: (1) asma atual (sintomas presentes no último ano), (2) asma prévia (história de asma, mas sintomas ausentes no último ano) e (3) sem asma. Os participantes foram seguidos até dezembro de 2007 pelo registro no Sistema Nacional de Cerificação de Óbito.

sábado, 15 de maio de 2010

Saúde mental da criança com asma e seu cuidador

A asma é uma doença reativa reversível das vias aéreas (curso em crises), desencadeada por diversos gatilhos, entre eles, gatilhos imunológicos, infecciosos, fisiológicos e emocionais. Trata-se da doença crônica mais prevalente na infância e afeta mais de 5 milhões de crianças nos Estados Unidos.
Alguns estudos mostram que crianças com asma grave que apresentem comprometimento funcional persistente e necessitem de múltiplas medicações, inclusive corticosteróides, para controlar os seus sintomas, apresentam um risco maior de manifestarem distúrbios emocionais.

Causa da asma
Trata-se de uma condição herdada, cuja expressão envolve múltiplos genes de suceptibilidade. A atopia (alergias) é o fator predisponente mais identificado. Exposição a fumaça de cigarro (tabaco), especialmente

domingo, 25 de abril de 2010

Por dentro da Síndrome de Asperger com "Mary e Max"

Para quem deseja aprender um pouco mais sobre a condição do portador da Síndrome de Asperger (um transtorno invasivo do desenvolvimento, quadro do espectro autístico) e ao mesmo tempo usufruir uma produção australiana de altíssima qualidade não pode perder a animação longa-metragem "Mary e Max - Uma amizade diferente", em cartaz nos cinemas. O filme é uma produção de 2009 mas só entrou em cartaz este mês no Brasil, é dirigido e escrito por Adam Eliot e já foi o vencedor de alguns prêmios (o "Annecy Cristal" do Annecy International Animated Film Festival, em junho de 2009; a melhor animação no Asia Pacific Screen Awards, em novembro de 2009).

O filme é ambientado entre 1976 e 1998 e conta uma história comovente de amizade cultivada através da troca de cartas entre Mary Dinkle, uma menina solitária de 8 anos que vive num subúrbio de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos que sofre de compulsão alimentar, obesidade grave, síndrome de Asperger, mora em Nova Iorque, é judeu e ateu.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Minha depressão pós-parto

Este é o relato de A. sobre a sua experiência com uma depressão pós-parto para o espaço Compartilhando do blog Tudo Sobre Saúde Mental (veja aqui como participar):

"Tive uma gravidez plena. Meu filho foi programado, desejado e muito querido. Entrei na sala de parto e observei à minha obstetra que eu não havia tomado sequer um Tylenol durante toda a gestação. Meu filho nasceu de parto normal, sem qualquer intercorrência, absolutamente saudável e com apgar 9 e 10. Poucas horas depois, devido a um sangramento intenso, tive que ir para o centro cirúrgico para conter a hemorragia, o que resultou numa anemia aguda e a necessidade de receber transfusão de sangue. Acabei ficando 6 dias na maternidade, apesar de ter tido parto normal. Nunca imaginei que anemia causasse um cansaço tão grande, de tal maneira que só consegui dar banho no meu filho quando ele tinha 15 dias de vida.

Não sei como conseguia amamentá-lo, e ele crescia visivelmente. Mas após cerca de 1 mês de vida, comecei a me sentir triste, o cansaço aumentava pela privação de sono e percebi que meu leite diminuía, o que talvez tenha feito ele começar a dormir pior, e tornar as minhas madrugadas longas e insones. Notei também que fiquei completamente inapetente, e a vontade e disposição para tomar água havia reduzido sensivelmente, o que certamente dificultava ainda mais a amamentação e me causava uma certa preocupação.