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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Shakes para emagrecer podem causar mal à saúde

Estudo da Pro Teste, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, publicado em fevereiro de 2010, mostra que fórmulas a base de shakes, largamente utilizadas pela população como ferramenta para emagrecer, podem fazer mal a saúde, podendo causar problemas como perda de massa muscular e queda de cabelo em conseqüência da deficiência nutricional resultante.

A pesquisa coordenada pela nutricionista Manuela Dias mostrou que shakes podem até ser utilizados para substituir um lanche, mas não uma grande refeição. Eles não apresentam um balanço nutricional, possuem alto teor de proteína (32%, quando o ideal é que não se ultrapasse 10 a 15%), baixo teor de energia (de 190kcal a 230 kcal, quando já misturados com leite), além de não apresentarem quase gordura alguma. Para utilizá-los de forma apropriada, só com o auxílio de um nutricionista. Os shakes analisados foram o Bio Slim, Diet Shake, Diet Way, Herbalife e In Natura. Os produtos seguem legislação específica e estão dentro das normas, mas não são balanceados, saudáveis.

Outros problemas sérios foram encontrados: o Diet Shake e o Herbalife não apresentam informações importantes em sua embalagem como a data de fabricação e, o último, não apresenta o prazo de validade depois de aberto.

Fontes: (1) Artigo "Falta balanço aos shakes" da revista Proteste 88, publicada em fevereiro de 2010, pág. 8-11.; (2) "Shake para emagrecer: falta balanço" (site da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor); (3) Matéria "Shakes usados para emagrecer podem fazer mal" do caderno Ciência do jornal O Globo de 3a. feira, 2 de fevereiro de 2010.
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As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Livro de auto-ajuda para quem sofre de compulsões alimentares

Um episódio de compulsão alimentar é definido como ingerir uma quantidade grande de alimento, maior que a habitual para a ocasião (no almoço, no jantar, num lanche, etc), ingestão esta que é acompanhada pela sensação de perda de controle. Além disso, o episódio deve ocorrer num período limitado de tempo, que em geral é menor que duas horas.

A compulsão alimentar está presente em cerca de 7 % dos adultos. Ela pode estar presente em sujeitos sem transtorno mental ou estar associada a quadros psiquiátricos como transtornos alimentares (alguns subtipos de anorexia, na bulimia nervosa e no transtorno de compulsão alimentar periódica) e transtornos do humor, como quadros depressivos ou do espectro bipolar. Compulsões alimentares também estão presentes em cerca de um terço dos pacientes que procuram serviços de referência para tratar obesidade. Além disso, elas estão associadas a um risco maior de desenvolver problemas médicos como o aumento das taxas de colesterol e triglicérides no sangue, aumento do risco de diabetes e obesidade a longo prazo. Desta forma, é importante procurar auxílio médico para tratar esta condição.

Para quem ainda não conseguiu tratamento médico especializado, a boa notícia é que existe um excelente livro de auto-ajuda para auxiliar a superar o problema. Seu título é “Overcoming Binge Eating”, do autor Dr. Christopher Fairburn, terapeuta da linha cognitivo-comportamental especialista no tratamento de transtornos alimentares, com inúmeras publicações científicas internacionais na área. Infelizmente o livro ainda só está disponível em inglês.

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