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domingo, 7 de março de 2010

Material de auto-ajuda para pais e familiares de crianças com transtorno afetivo bipolar

Caso você tenha um filho ou uma criança na família com transtorno afetivo bipolar (TAB), saiba que já existe disponível uma série de materiais informativos e de auto-ajuda de muita qualidade na área. Um deles é o livro do autor Boris Birmaher "Crianças e Adolescentes com Transtorno Afetivo Bipolar". Birmaher é pesquisador de renome internacional especialista no campo que optou por produzir um livro direcionado ao público leigo dando informações sobre TAB na infância. Trata-se de um livro muito útil.

Outra fonte preciosa de informação é o site em língua inglesa http://www.bpkids.org/ da Child & Adolescente Bipolar Foundation (CABF). Neste site é possível encontrar informações para pais, familiares, artigos direcionados para adolescentes portadores e também para profissionais da área (artigos, guidelines, etc).

Também existe a Associação Brasileira para Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afeitvos - a ABRATA - cujo link encontra-se na barra lateral esquerda deste blog. A Abrata fornece também material informativo sobre TAB em seu site e encontros regulares com especialistas na área.

Informar-se é um dos importantes recursos que está ao seu alcance para ajudar o seu filho ou familiar a controlar este quadro. Também pode te dar os instrumentos necessários para ajudar a sua criança a enfrentar este problema de frente e conhecê-lo a fundo.
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As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.

Como se faz o diagnóstico de transtorno afetivo bipolar na infância

Até alguns anos atrás acreditava-se que o transtorno afetivo bipolar (TAB) - um transtorno do humor onde o portador pode sofrer fases de depressão, de euforia e/ou irritação - não ocorria em crianças. No entanto, pesquisas na área da psiquiatria da infância e da adolescência têm mostrado não só que este quadro pode estar presente em crianças como, se não tratado e diagnosticado precocemente, pode evoluir para um quadro grave, altamente incapacitante e com repercussões muito negativas para a criança, para a família e para a sociedade.


Prevalência

A ocorrência de transtorno afetivo bipolar (TAB) em crianças e adolescentes parece estar em torno de 0 a 0,6. Já a ocorrência de TAB em adolescentes parece ser similar a aquela em adultos e está em torno de 1,5%. Crianças filhos de de pai ou mãe com TAB tem um risco mais alto de desenvolver um problema de humor e apresentam um risco de cinco vezes maior de desenvolver um TAB que aquelas filhos de pais sem o diagnóstico.