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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Crianças com autismo podem ter risco igual ou maior que população geral para obesidade

Um estudo publicado em fevereiro de 2010 no periódico científico BMC Pediatrics chegou a conclusão de que crianças portadoras de autismo podem ter risco igual ou até mesmo maior que a população geral para obesidade. O estudo foi realizado com os dados do National Survey of Children's Health 2003-2004(NSCH), conduzido nos EUA, com crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.

Os resultados mostraram que a prevalência de obesidade em crianças com autismo foi 30,4% enquanto que nos pares sem o quadro a prevalência foi de 23,6%. Segundo os autores do estudo, estes resultados mostram que crianças e adolescentes com autismo apresentam, ao menos, o mesmo risco para obesidade que crianças sem o quadro, no entanto, este risco pode ser até maior que o da população geral. Como o número de crianças autistas no estudo é pequeno, não se pode concluir que o risco de obesidade é realmente maior, mas pode-se se dizer que é, no mínimo, igual.


Fatores de risco para obesidade nos portadores de autismo

Fatores de risco que podem estar contribuindo para crianças e adolescentes portadores de autismo manifestarem esta tendência a obesidade são aqueles relacionados a um padrão atípico de atividade física e alimentação nesta população, como:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Estudo americano identifica "idade de virada" para crianças com excesso de peso e obesidade

Um estudo americano retrospectivo, a ser publicado no periódico científico Clinical Pediatrics, baseado na revisão das curvas de peso de 184 pacientes com sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso entre 2 e 20 anos, encontrou que metade do grupo já apresentava sobrepeso antes mesmo dos 2 anos de idade. Este estudo indica que o período crítico para a prevenção de obesidade neste grupo de pacientes deve começar antes mesmo dos 2 primeiros anos de vida e, para alguns, por volta dos 3 meses de idade.

Segundo o coordenador do estudo, John Harrington, da Eastern Virginia Medical School, os resultados devem chamar a atenção dos médicos. “Fazer com que pais e crianças mudem hábitos arraigados é um desafio monumental, repleto de decepções. O estudo indica que pode ser necessário discutir ganho de peso inapropriado no início da infância para que haja uma redução significativa na atual tendência de obesidade”, diz ele.

Apesar de as razões para o ganho de peso excessivo na infância e adolescência ainda não serem conhecidas, os especialistas na área afirmam que alguns fatores que contribuem para isso são uma dieta inadequada, a introdução de alimentos a bebês muito cedo e a falta de exercício.

Fontes: (1) Harrington JW, Nguyen VQ, Paulson JF, Garland R, Pasquinelli L, Lewis D. Identifying the "Tipping Point" Age for Overweight Pediatric Patients. Clin Pediatr (Phila). 2010 Feb 11. [Epub ahead of print]; (2) Artigo Tendência à obesidade costuma ser definida antes dos 2 anos, diz estudo (site da BBC Brasil); (3) Artigo Estudo diz que tendência à obesidade costuma ser definida antes dos 2 anos (site O Globo).
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As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.