domingo, 2 de setembro de 2012

Sadako Sasaki - o exemplo japonês



Monumento Sadako Sasaki - Hiroshima

A matéria "O último vôo da garça da paz" que saiu hoje no jornal O Globo e que conta um pouco da história de Sadako Sasaki, me fez recordar da emoção que senti ao conhecer a história de desta menina quando visitei Hiroshima, em uma excursão com a minha escola em 1990, aos meus 16 anos de idade. Éramos 9 adolescentes nesta excursão e eu era a única de traços ocidentais. Quando fomos recebidos em uma escola em Fukuyama, nos recepcionaram com os tradicionais 1000 origames de garça, feitos pelos estudantes da escola, um gesto singelo, de muito carinho e respeito.

Sadako Sasaki, uma menina japonesa que viveu na primeira metade do século XX, é um exemplo de esperança e persistência para os japoneses e para o mundo. Ela era uma criança de apenas 2 anos quando a bomba nuclear explodiu em Hiroshima em 6 de agosto de 1945. No ato da explosão ela foi arremessada para o lado de fora de casa, mas surpreendentemente sobreviveu a catástrofe.Aos 12 anos, como muitas outras crianças japonesas sobreviventes, desenvolveu uma leucemia. No hospital onde fazia o seu tratamento, ela começou a fazer origames (dobraduras) de garça. Diz uma lenda japonesa que, aqueles que fizerem mil origames em forma de garça tem um desejo atendido.

Sadako Sasaki fazia as dobraduras na esperança de ter o seu maior desejo atendido (de curar-se), o problema é que lhe faltava papel. Chegou, inclusive, a fazer dobraduras com papel de medicação, mas acabou sucumbindo quando tinha feito 644 dobraduras.

Desde então Sadako Sasaki é um exemplo de esperança, persistência e superação no Japão. A matéria do Globo de hoje, conta que seu irmão conseguiu guardar apenas 5 das 644 garças originais que  Sadako Sasaki fez. Este homem doou cada uma das garças para diferentes pessoas e locais no mundo, de forma a semear a paz e o exemplo. Detalhe: um dos agraciados com a relíquia foi Clifton Truman Daniel, quando visitou Hiroshima no 67o. aniversário do bombardeio, o neto do presidente Harry Truman, que foi quem autorizou/ordenou o bombardeio de Hiroshima.

É com histórias assim que vemos o quanto temos a aprender com outros povos do mundo, como os japoneses, que não se cansam de nos dar exemplos. As crianças então nem se fala... estão sempre nos ensinando.

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Espelho, espelho meu" traz Branca de Neve sob medida para as princesinhas dos nossos dias

Você já se pegou preocupado com as fantasias que as tão admiradas Princesas da Disney podem criar nas suas filhas, sobrinhas, netas, etc? Como por exemplo, a de uma mulher frágil, passiva, que fica a espera de um resgate romântico de um príncipe encantado para se casar e viver feliz para sempre? Se já se pegou neste pensamento, chegou a solução para o seu repertório de princesas. "Espelho, Espelho Meu" (em cartaz nos cinemas, produção norte-americana, dirigido por Tarsem Singh) nos brinda com uma nova versão do conto de fadas e uma Branca de Neve de carne e osso, com alguns defeitos e muitas qualidades, que dá gosto de ver. É pró-ativa, amadurece ao longo da trama e batalha pelos seus sonhos. Chega até a salvar o seu príncipe ao invés de ser salva por ele. Tudo isso sem perder de vista de que o amor existe sim, vale a pena, mas não é aquela coisa garantida dos contos de fadas. Enfim, uma história divertida de princesa, que garante boas risadas, com um toque feminista que tem muito a agregar para as nossas princesinhas de hoje em dia. Afinal, tudo o que a gente quer é que elas sejam felizes.

sábado, 19 de novembro de 2011

Série de livros infantis "Todos Juntos" de Walcyr Carrasco aborda temas difíceis para crianças de 6 a 8 anos

A série de livros infantis "Todos Juntos", já com cinco livros, todos eles escritos por Walcyr Carraso e publicada pela Editora Ática, destina-se a abordar, de forma sensível e cuidadosa, temas difíceis para crianças de 6 a 8 anos, na forma de histórias infantis. Todos os livros da série são acompanhados, individualmente, de dois suplementos, um destinado a pais e outro a professores, que são produzidos por especialistas na área, na forma de perguntas e respostas e estão disponíveis para o público na internet no link http://sites.aticascipione.com.br/autores/walcyrcarrasco/index.html .

Em "Laís, a fofinha", um dos livros da coleção, Walcyr Carrasco conta a história da menina Laís, que muda-se de cidade e encontra dificuldades de relacionamento com algumas meninas na escola nova. Por ela ser mais cheinha, ela acaba sendo menosprezada. Nos suplementos que foram redigidos para este livro, algumas orientações e informações básicas sobre os temas como bullying, auto-estima, diversidade de forma física, alimentação e transtornos alimentares são dados para professores e pais (clique aqui para ter acesso aos suplementos).
 
Os outros quatro livros (também muito interessantes) da série são "Todos Juntos" são:

* "Meus dois pais", que aborda o tema da homossexualidade através  história do menino Naldo que descobre que o pai, separado da mãe, é homossexual.  Os suplementos orientam a forma apropriada de abordar o tema da homossexualidade com crianças.

* "A ararinha do bico torto", que através da trajetória da ararinha Nina, portadora de deficiência física, aborda esta questão para crianças. Os suplementos que acompanham este número foram escritos por Marcela Cálamos, ela própria portadora de deficiência física desde os 8 anos de idade e envolvida com a batalha pelos direitos e inclusão do deficiente físico.

* Em "Rick, o nerd detetive", Walcyr Carrasco conta a história do menino Rick, que usa roupas estranhas, estuda muito, usa óculos de lentes grossas e é discriminado pelos colegas de escola. Através da história de Rick, temas como estigmatização, violência e preconceito são abordados com crianças e nos suplementos.
  
* Em "Pituxa, a vira-lata", o autor conta a história da menina Alice e da canhorrinha vira-lata Pituxa, que é adotada pela sua mãe Clara, contra a vontade de Alice, que só conseguia dar valor aos seus cães de raça e com pedigree. No entanto, no convívio com Alice, Pituxa acaba conquistando o seu coração, dando a oportunidade da menina de entender que, numa relação de afeto e amizade, a raça não importa. Os suplementos para pais e professores que acompanham o livro foram escritos pelo psicólogo social Fernando Braga da Costa, doutor pela Universidade de São Paulo autor de "Homens invisíveis: relato de uma humilhação social". Neste livro, baseado em uma experiência acadêmica,  Fernando relata a sua experiência como gari da universidade, função na qual trabalhou duas vezes por semana, durante 10 anos.  Fernando varria ruas, limpava fossas,  enfrentava chuva e o preconceito de colegas e professores que simplesmente o ignoravam enquanto ele estava usando uniforme da equipe de limpeza. Nos suplementos que ele redigiu para acompanhar o livro infantil "Pituxa, a vira-lata", Fernando explica para pais e professores os mecanismos de formação do preconceito como evitá-lo.
Se seu filho enfrenta alguma das dificuldades acima, tem algum amiguinho que enfrenta ou, nem tanto, se você apenas tem o desejo de investir no lado humano dele (e seu), são leituras que, sem dúvida, valem muito a pena. Claro que com a leitura destes livros infantis, você vai ter que ter lastro para lidar com as perguntas que vêm na seqüência da leitura, mas até para isso tem solução: você pode ler os suplementos antes de ler o livro com ele... Aí vai ficar mais fácil lidar com as perguntas... Rs, rs... E cá entre nós, certamente não vai ser a primeira vez que o seu filho fará perguntas difíceis de reponder... São os "ossos" da maternidade/paternidade...

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As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Filme “O golfinho Winter” fala sobre aceitação para adultos e crianças


Importante: caso você não tenha assistido este filme ainda, não leia este post pois ele vai abordar a narrativa e pode estragar a surpresa da história!

Quem ainda não teve o privilégio de assistir ao filme “O golfinho Winter”, deveria organizar a agenda para se proporcionar esta experiência. Se tiver uma criança para levar a tira-colo, de acompanhante, ainda melhor. Eu, pessoalmente, adoro a experiência dos longas destinados ao público mirim acompanhada das minhas filhas (uma com quatro e outra com dois anos), pois a experiência é tripla: (1) usufrui-se do filme em si, (2) da reação das meninas (que sempre surpreendem) e (3) da emoção que me provoca a emoção das meninas. E "o Golfinho Winter", mesmo para os mais durões, certamente vai arrancar algumas lágrimas.

O “Golfinho Winter” é um filme da Warner, de censura livre, baseado em fatos reais e está em cartaz nos cinemas. A produção conta com um bom elenco, com atores de peso como Morgan Freeman (que faz o papel do médico que trabalha na reabilitação de humanos deficientes físicos). Winter é interpretado por si mesmo.

No filme, Sawyer, um menino de 11 anos, passa por um período difícil de sua vida. Está deprimido, o pai abandonou o lar, suas notas na escola vão de mal a pior, sua mãe o cobra muito, mas também mostra muita preocupação por ele. Mas as coisas para Sawyer começam a mudar quando ele encontra um golfilho atolado na areia da praia com a cauda presa a uma gaiola de pescar carangueijos. Sawyer auxilia no resgate de Winter (ajudando a acionar pelo seu celular uma equipe de biólogos que trabalham para o Hospital Marinho de Clearwater, na Flórida) e Winter, inadvertidamente, resgata Sawyer, no convívio diário e na amizade que os dois passam a cultivar. Desta história de desafios e superação surgem muitos obstáculos, ganhos e perdas, com alguns momentos críticos, como quando Winter perde sua cauda (que infectou e teve de ser amputada para salvar sua vida). Winter, com sua batalha e resiliência, vira um exemplo de superação e aceitação, despertando a empatia de todos que estão ao seu redor. Serve de inspiração, inclusive, para outros  adultos e crianças portadores de deficência física. É um filme muito bonito, que ilustra com uma história surpreendente que nesta vida a luta não acaba enquanto houver vida, e portanto, possibilidades.

O verdadeiro Winter pode ser visto, ao vivo, por meio da webcam do aquário na Flórida, no link http://www.seewinter.com/

Bom proveito!

domingo, 30 de outubro de 2011

Infecção por vírus em lagarta induz comportamento suicida - matéria Estadão

Michael grove/divulgação



Matéria muito interessante escrita pelo biólogo Fernando Reinach, publicada no Estadão em 27 de outubro de 2011, explica como a infecção de lagartas da espécie Lymatria dispar (ilustrada na foto), por um baculovírus, induz comportamento suicida nas mesmas. É um exemplo de como alterações genéticas podem determinar comportamentos.

Também ilustra como um fenômeno aleatório biológico, ao mesmo tempo que é uma ameaça para uma espécie (a da lagarta), pode ser uma grande vantagem evolutiva e de propagação para outra (a do vírus). Darwinismo puro. Vale a leitura. Clique aqui para ter acesso a matéria na íntegra no site do Estadão.

Fonte: www.estadao.com.br

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Executiva utiliza-se do trabalho para lidar com transtorno esquizoafetivo - artigo New York Times


Ms. Myrick e o seu terrier
Excelente artigo do NYT, entitulado "A High-Profile Executive Job as Defense Against Mental Ills", fala sobre a trajetória de uma executiva norte-americana portadora de um quadro esquizoafetivo e TOC e como encontrou os seus próprios meios de lidar com a doença.

Para ter acesso ao artigo na íntegra, clicar aqui .


Fonte: Artigo "A High-Profile Executive Job as Defense Against Mental Ills" publicado em 22 de outubro de 2011 no The New York Times.

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domingo, 11 de setembro de 2011

"Reino dos Felinos" da Disneynature mostra o ciclo da vida para crianças

O documentário "Reino dos Felinos", da Disneynature apresenta, de forma interessante e que entretém também aos pais, o ciclo da vida (infância, crescimento, batalha pela vida e morte dos animais) para crianças. Disneynature é uma gravadora de filmes independente da Walt Disney, criada em 21 de abril de 2008. Os filmes com esta marca abordam temas que envolvem a vida na natureza.

O filme "Reino dos Felinos" tem uma fotografia muito bonita, com imagens dignas dos documentários da melhor qualidade sobre animais. Mostra, de forma romanceada, a vida de duas espécies de felinos, os leões e os guepardos (também conhecido como chita, lobo-tigre, leopardo-caçador ou onça-africana, o animal terrestre mais veloz do mundo, sendo capaz de alcançar a incrível marca de 120 km/h). Foi filmado em uma reserva do Quênia e tem cenas de deixar de boca aberta. Um programa para crianças (que costumam curtir muito os animais) e para papais que gostam de documentários sobre bichos.

Assisti ao documentário acompanhada das minhas duas filhas, uma de quatro e a outra de dois anos. A de dois anos curtiu os bichos, sem muitos questionamenos. A de quatro ficou impactada com as disputas por território entre os leões, torceu pela sobrevivência dos filhotes e se preocupou com o falecimento de uma leoa que era mãe. Pediu para eu explicar porque ela tinha morrido. Esclareci que a leoa havia feito  um machucado bem grande que não tinha sarado. Hoje de manhã minha filha me mostrou um machucado no braço e perguntou se ia sarar. Expliquei que ia melhorar sim porque era um machucado bem pequeno e que tínhamos cuidado. Também dei um beijo para sarar mais rápido!

Fontes: (1) filme "Reinos dos Felinos", da Disneynature, em cartaz nos cinemas; (2) Artigo sobre Guepardo , na Wikipédia, (3) Artigo sobre a Disneynature , na Wikipédia.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pais que perdem um filho no primeiro ano de vida morrem mais

Um estudo retrospectivo coordenado pela pesquisadora Mairi Harper, da Universidade de Nova Iorque, encontrou uma mortalidade aumentada em pais que tinham perdido um filho no primeiro ano de vida, quando comparados a pais que não tinham sofrido este tipo de perda.

O estudo foi realizado com dados com uma amostra randômica (de 5%) de pais no Reino Unido de nascidos vivos onde a morte do bebê ocorreu até o primeiro ano de vida. O risco de falecimento de um dos pais foi 2 vezes maior nos 15 anos que sucederam o nascimento da criança que perderam quando comparadas aos pais que não perderam filho. Quando se leva em consideração as mães apenas, este risco chega a ser 4 vezes maior.

Os motivos para esta mortalidade aumentada não estão claros porque os dados não fornecem detalhes.
Os pesquisadores especulam que pode existir um vínculo entre abuso de álcool entre pais nesta situação, e que o suicídio também seria um fator.

O que o estudo levanta um aspecto altamente relevante: pais que perdem um filho no primeiro ano de vida é uma população de risco para quadros mórbidos, graves ao ponto, inclusive, de causar falecimento. Esta população certamente merece um cuidado diferenciado.

Fontes: (1) Resumo do artigo científico "Increased mortality in parents bereaved in the first year of their child's life", publicado no site do BMJ Support Palliat Care (para ter acesso ao resumo do artigo em inglês clique aqui ), (2) Artigo no site da revista Veja "Pais que perdem bebê podem morrer de tristeza"


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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estudo revela mecanismo de como estresse crônico pode causar danos ao DNA

Estudo recém-publicado em uma das revistas científicas mais respeitadas no mundo, a Nature, revela um dos possíveis mecanismos pelo qual o estresse crônico pode causar danos ao DNA. Neste estudo um grupo de camundongos foram injetados com adrenalina (hormônio do estresse) de maneira repetida. Este procedimento causou acúmulo de danos ao DNA dos camundongos através da desativação do gene p53. O gene p53 é conhecido pelas sua função protetoras do DNA celular, quando funcionante ele impede as células de replicarem DNA danificado. Para se ter uma idéia da importância da importância deste deste gene, ele encontra-se mutado (alterado) em cerca de 50% dos cânceres.

Este estudo é altamente relevante, a medida que aproxima o homem de entender os mecanismos celulares pelos quais o estresse crônico pode predispor a ocorrência de fenômenos biológicos como o surgimento de tumores, o envelhecimento, eventos cardíacos, entre outros.

Fontes: (1) A stress response pathway regulates DNA damage through β2-adrenoreceptors and β-arrestin-1. Nature, publicado online em 21 de agosto de 2011 (para ver resumo do artigo clique aqui), (2) Artigo sobre p53 na Wikipédia, (3) "Finalmente, uma explicação de como o estresse causa danos ao DNA", artigo em português publicado no site da Associação Brasileira de Psiquiatria (para acesso ao artigo clique aqui).
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estudo revela que câncer é a doença mais temida

Um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública de Harvard, que entrevistou 2.678 adultos em cinco páises distintos (EUA,França, Alemanha, Espanha e Polônia) revelou que o câncer encabeça a lista de doenças mais temidas no mundo. A segunda doença da lista é o Mal de Alzheimer. Os  dados do estudo foram divulgados na conferência internacional de Alzheimer que aconteceu no último mês de julho em Paris.

Fonte: Folha de São Paulo, 21 de julho de 2011.
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Novo teste diagnóstico de Mal de Alzheimer está em processo de aprovação para o FDA

Um novo teste diagnóstico de Mal de Alzheimer, bastante promissor, está em processo de aprovação pelo FDA (Food and Drugs Administration, a Agência Americana para Controle de Alimentos e Medicações). O teste consiste basicamente de injetar um cotraste no sangue do paciente em que a doença está sendo pesquisada que, por meio de tomografia computadorizada, torna visíveis as placas de proteína beta-amilóide. Essa proteína, aparentemente, está associada ao desencadeamento do Mal de Alzheimer em pacientes portadores do quadro.

Apesar de ainda não se ter cura para a doença, o teste diagnóstico pode trazer muitos benefícios, como por exemplo, descartar este diagnóstico na investigação de quadros demenciais.

Fonte: Folha de São Paulo, 21 de julho de 2011. 
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sábado, 21 de agosto de 2010

A Associação Brasileira de Psiquiatria inicia ciclo de palestras gratuitas sobre saúde mental na infância para professores da rede pública

Programação do ciclo de palestras em saúde mental da Associação Brasileira de psiquiatria destinada a professores da rede pública de ensino do Ceará
Nos próximos meses de agosto, setembro e outubro de 2010 a ABP Comunidade vai disponibilizar  palestras gratuiatas sobre saúde mental na infância e na adolescência destinadas aos professores da rede pública de ensino de escolas municipais e estaduais do Ceará. O local escolhido para este ano foi o Auditório SESI Barra, na Avenida Francisco Sá, 6623, Barra do Ceará – Fortaleza. No dia 23 de outubro, os pais de alunos também serão recebidos.

 A ABP Comunidade é um braço da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) que, desde a sua crição em 2004, vem realizando o seu papel de informar pacientes e familiares da comunidade brasileira sobre os principais transtornos, síndromes e doenças relacionadas à saúde mental. Ela se propõe a discutir os temas mais importantes da psiquiatria e da saúde mental como fator social e cultural, esclarecer dúvidas e publicar notícias que possam ajudar as pessoas, enfrentando as discriminações por meio do Projeto Discriminação e o estigma dos Doentes Mentais objetivando uma melhor qualidade de vida para todos.

Programação das palestras

28 de agosto – das 8h às 13h
Saúde Mental e Estigma
Dr. Marco Antonio Brasil

11 de setembro – das 8h às 13h
Saúde Mental na Infância
Dra. Tatiana Moya

25 de setembro – das 8h às 13h
Principais Transtornos na Infância
Dra. Heloisa Brasil

23 de outubro – das 8h às 13h
Dependência Química
Dr. João Carlos Dias

(Palestra para familiares - Essa sessão será para pessoas que receberão convites dos próprios professores que participaram do curso. Cada professor poderá retirar convites ao longo do curso e distribuir pra outros professores, pais de alunos ou familiares)

23 de outubro – das 15h às 18h
Saúde mental (com ênfase em depressão, ansiedade e dependência química)
Dr. Luiz Alberto Hetem

Fontes: Site da ABP Comunidade

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Anorexia nervosa também ocorre em meninos

A anorexia nervosa, um transtorno alimentar grave, cujas principais características são a recusa do indivíduo portador em manter o peso acima de um mínimo adequado, a percepção distorcida do corpo e a presença de alterações alimentares significativas, também acomete meninos.
Muitas vezes, por se pensar equivocadamente que se trata de uma doença exclusiva do sexo feminino, o diagnóstico em meninos é tardio.

Epidemiologia
Um estudo epidemiológico inglês mostrou que a incidência (número de casos novos) de anorexia nervosa em meninos foi de 0,2 em 100.000 e a proporção meninos/meninas foi de 1:40. Trata-se, portanto, de uma doença rara nos adolescentes do sexo masculino. Esta é uma das principais razões de existir poucos dados sobre o tratamento e a evolução da anorexia nervosa nesta população. Em serviços de referência de tratamento de transtornos alimentares, os meninos são cerca de 8 a 10% do total de adolescentes com anorexia nervosa. Eles parecem ter uma

"Shrek Para Sempre" - emoção e diversão com a crise do homem de família moderno


Importante: caso você não tenha assistido este filme ainda, não leia este post pois ele vai abordar a narrativa e pode estragar a surpresa da história!

"Shrek Para Sempre", o quarto e último filme da seqüência Shrek, é um programa de primeira qualidade, tanto para adultos em geral, quanto para crianças. Estreou no dia 9 de julho no Brasil para ser um dos bons programas das férias da garotada. O filme é uma animação da DreamWorks e tem a opção de ser visto em 3D, um recurso que realmente torna a experiência ainda mais divertida.

"Shrek Para Sempre", assim como os outros filmes da série, apesar de ser um conto de fadas, aborda de forma divertida questões muito presentes na vida real. No 4o. filme da série, o foco central é o quão estressante e descaracterizante para o homem pode ser a vida em família caso ele não encontre um tempo para si. E o quanto isso pode ter um preço alto.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estudo inédito mostra taxa aumentada de suicídios em jovens asmáticos

Um estudo recém-publicado no American Journal of Psychiatry, periódico científico de renome, mostrou que jovens asmáticos cometem mais suicídio quando comparados aos seus pares sem o quadro.

Trata-se de um estudo populacional longitudinal em Taiwan, onde foram recrutados de outubro de 1995 a junho de 1996, 162.766 adolescentes de 11 a 16 anos de idade. Cada adolescente participante, assim como os seus pais, preencheram questionários estruturados. No início do estudo, os adolescentes foram classificados em três grupos: (1) asma atual (sintomas presentes no último ano), (2) asma prévia (história de asma, mas sintomas ausentes no último ano) e (3) sem asma. Os participantes foram seguidos até dezembro de 2007 pelo registro no Sistema Nacional de Cerificação de Óbito.

sábado, 15 de maio de 2010

Saúde mental da criança com asma e seu cuidador

A asma é uma doença reativa reversível das vias aéreas (curso em crises), desencadeada por diversos gatilhos, entre eles, gatilhos imunológicos, infecciosos, fisiológicos e emocionais. Trata-se da doença crônica mais prevalente na infância e afeta mais de 5 milhões de crianças nos Estados Unidos.
Alguns estudos mostram que crianças com asma grave que apresentem comprometimento funcional persistente e necessitem de múltiplas medicações, inclusive corticosteróides, para controlar os seus sintomas, apresentam um risco maior de manifestarem distúrbios emocionais.

Causa da asma
Trata-se de uma condição herdada, cuja expressão envolve múltiplos genes de suceptibilidade. A atopia (alergias) é o fator predisponente mais identificado. Exposição a fumaça de cigarro (tabaco), especialmente

domingo, 25 de abril de 2010

Por dentro da Síndrome de Asperger com "Mary e Max"

Para quem deseja aprender um pouco mais sobre a condição do portador da Síndrome de Asperger (um transtorno invasivo do desenvolvimento, quadro do espectro autístico) e ao mesmo tempo usufruir uma produção australiana de altíssima qualidade não pode perder a animação longa-metragem "Mary e Max - Uma amizade diferente", em cartaz nos cinemas. O filme é uma produção de 2009 mas só entrou em cartaz este mês no Brasil, é dirigido e escrito por Adam Eliot e já foi o vencedor de alguns prêmios (o "Annecy Cristal" do Annecy International Animated Film Festival, em junho de 2009; a melhor animação no Asia Pacific Screen Awards, em novembro de 2009).

O filme é ambientado entre 1976 e 1998 e conta uma história comovente de amizade cultivada através da troca de cartas entre Mary Dinkle, uma menina solitária de 8 anos que vive num subúrbio de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos que sofre de compulsão alimentar, obesidade grave, síndrome de Asperger, mora em Nova Iorque, é judeu e ateu.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Minha depressão pós-parto

Este é o relato de A. sobre a sua experiência com uma depressão pós-parto para o espaço Compartilhando do blog Tudo Sobre Saúde Mental (veja aqui como participar):

"Tive uma gravidez plena. Meu filho foi programado, desejado e muito querido. Entrei na sala de parto e observei à minha obstetra que eu não havia tomado sequer um Tylenol durante toda a gestação. Meu filho nasceu de parto normal, sem qualquer intercorrência, absolutamente saudável e com apgar 9 e 10. Poucas horas depois, devido a um sangramento intenso, tive que ir para o centro cirúrgico para conter a hemorragia, o que resultou numa anemia aguda e a necessidade de receber transfusão de sangue. Acabei ficando 6 dias na maternidade, apesar de ter tido parto normal. Nunca imaginei que anemia causasse um cansaço tão grande, de tal maneira que só consegui dar banho no meu filho quando ele tinha 15 dias de vida.

Não sei como conseguia amamentá-lo, e ele crescia visivelmente. Mas após cerca de 1 mês de vida, comecei a me sentir triste, o cansaço aumentava pela privação de sono e percebi que meu leite diminuía, o que talvez tenha feito ele começar a dormir pior, e tornar as minhas madrugadas longas e insones. Notei também que fiquei completamente inapetente, e a vontade e disposição para tomar água havia reduzido sensivelmente, o que certamente dificultava ainda mais a amamentação e me causava uma certa preocupação.

Inauguração do espaço 'Compartilhando' no blog

A possibilidade de aprendizagem com a experiência alheia em determinada situação, tarefa ou tema sempre foi algo relevante na história da humanidade. Não é à toa que muitas gerações contaram com a passagem da experiência de pais para filhos, durante séculos, seja no aprendizado de uma profissão, no desenvolvimento de dotes culinários ou até mesmo no auxílio de uma mãe de primeira viagem no cuidado do seu primeiro bebê. Enfim, a experiência do próximo sempre pôde e pode ajudar muito.

Quando a questão é saúde mental, a situação não é diferente. Ao enfrentamos um problema desta natureza pode ser muito confortante e produtivo ouvir o relato de alguém que já passou ou passa por uma questão semelhante. Em primeiro lugar, ao termos a chance de contato com o outro experiente, percebemos que não somos os únicos a enfrentarmos a situação, além de podermos tirar proveito prático da experiência alheia com o problema. Quem já sofreu uma intercorrência de saúde mental tem uma oportunidade maior de entender o problema e colocá-lo em perspectiva, até mesmo porque esta pessoa esteve "dentro do olho do furacão". Adicionalmente, este indivíduo também tem uma possibilidade grande de despertar a empatia de quem passa por uma situação semelhante, já que o seu relato é tecido pela experiência própria. Outro ponto relevante é que o indivíduo que já sofreu um problema de saúde mental pode ter desenvolvido instrumentos que podem, em muito, tê-lo auxiliado a enfrentar e sair da situação. Porque então não dar voz a estas pessoas que têm tanto a oferecer?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Uma leitura para viver de bem com o seu cérebro


Recentemente um paciente me presenteou com um exemplar do livro "O cérebro nosso de cada dia" da autora Suzana Herculano. Comecei a ler o livro sem compromisso e tive uma grata surpresa. Trata-se de um livro que aborda a importância de coisas básicas na vida - como uma boa noite de sono, dar e receber carinho, etc - para cultivarmos o nosso bem-estar. E cada uma das dicas vem acompanhada de uma explicação científica acessível ao leigo de como o cérebro funciona e do porque o ato recomendado nos faz bem. Uma leitura imperdível para muitos: desde dos interessados nas descobertas científicas do funcionamento cerebral até aqueles que querem, simplesmente, viver melhor.